30 de junho de 2011

Brasília, 28/06: homenagem no centro do poder (veja as imagens)

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia(PT/RS), representado por Mauro Benevides(PMDB/CE), apresentou um discurso na sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao geógrafo Milton Santos, no registro de 10 anos de sua morte ocorrida em 2001. Proposta pelo deputado Luiz Alberto (PT/BA), a sessão contou com pronunciamentos de representantes das bancadas do PSB, PSOL, PMDB, PT, representações diplomáticas de diversos países estrangeiros, lideranças políticas e dos movimentos sociais, acadêmicos e familiares do homenageado. A ministra do governo Dilma, Luiza Bairros, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o secretário do governo Jaques Wagner, Elias Sampaio e o prefeito de Brotas de Macaúbas (onde MS nasceu) também discursaram. A senadora Lídice da Mata e a vereadora Olívia Santana (PCdoB), além do presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira, compareceram ao ato. A TV Câmara cobriu ao vivo e exibiu o programa em outros horários de sua programação para todo o país. O Grupo de Pesquisa Permanecer Milton Santos da UFBA colaborou na organização do evento e se fez representar. A seguir, em fotos da jornalista Danila de Jesus, diversos flagrantes da homenagem.
Embaixador Francis Malambugi, da Tanzania, país onde MS foi professor na década de 70

Deputada Benedita da Silva, ex-governadora do Rio, fez questão de comparecer

No plenário da Câmara dos Deputados, o diretor do Irdeb, Pola Ribeiro

Uma exposição com imagens e obras de MS foi exibida no espaço do cafezinho da Câmara, onde Luiz Alberto, Olívia Santana (PCdoB/Salvador) e a ministra Luiza Bairros posaram para a foto

Nina Santos, neta do geógrafo, representou a família e discursou para a audiência

Panorâmica do plenário da Câmara dos Deputados durante a sessão solene

Deputado Luiz Alberto lê discurso especialmente preparado para a homenagem

Ministra Luiza Bairros, da Promoção da Igualdade Racial, discursa no plenário

Ao centro, o presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli; à esquerda Zulu Araújo, ex da Fundação Palmares
Prefeito de Brotas de Macaúbas, Litercílio Júnior
Os embaixadores da África do Sul (esq.) e da Tanzania trocam impressões na mesa
Ex-ministra Benedita da Silva e a atual, Luiza Bairros
O titular da Sepromi(BA) Elias Sampaio, ladeado pelo professor Clímaco Dias (Igeo/UFBA) e FC
Deputado Mauro Benevides, em nome do presidente Marco Maia, presidiu o início da sessão e depois discursou pela bancada do PMDB

Chico Alencar (RJ), líder do PSOL na Câmara, relembrou em seu pronunciamento encontros que teve com MS

2 comentários:

Vanice da Mata disse...

Parabéns, hardworkers!

Izabel Oliveira disse...

Revivendo a história:
Laélia de Alcântara elegeu-se suplente do Senador Adalberto Sena na legenda do MDB. Exerceu o mandato de 03/04/1981 a 29/07/1981 no lugar do titular. Com o falecimento do Senador Adalberto Sena, assumiu a titularidade até 31/01/1983, completando o mandato. Foi a primeira Senadora negra da história desse país. Quando Laélia veio assumir o mandato por 120 dias do titular, uma comissão de negros(diplomatas africanos e americanos e brasileiros) vieram recebê-la no aeroporto, no qual havia a presença de Leo Tigre, que havia criado em Brasília no Núcleo Bandeirante a Casa da Mãe Preta em 1959, que servia para acolher crianças abandonadas ou com famílias sem condições de dar apoio aos filhos. Leo foi eleita pela Nações Unidas (ONU) mãe do Brasil. E também a diretora da Casa Thomas Jefferson em Brasília Barbara Escarlet, que era negra, na qual a Senadora foi recepcionada por essas duas mulheres negras com buque de flores das quais cada uma delas trazia como presente que simbolizava o símbolo da natureza divina da mulher e da sua capacidade de gestora, como mãe, política, médica, professora, como cientista e etc. Naquele momento as 3 mulheres citadas acima simbolizavam isso. Laélia formou-se em medicina no Rio de Janeiro e quis exercer a condição de médica na Bahia, porém não foi aceita, indo então para a Amazônia no Estado do Acre, onde se dedicou a medicina na floresta amazônica durante 50 anos. Foi exemplo da medicina solidária para o Brasil e o Continente Americano, porque infelizmente as maiorias dos medicos ao se formarem nas capitais do país não querem trabalhar nas cidades do interior, portando a Senadora mostrou que as mulheres foram sempre grandes guerreiras e, todavia provocou uma curiosidade das federações da indústria, do comercio e algumas universidades sobre o conceito da aplicação da medicina preventiva na Amazônia. Foi esse belo legado deixado por ela como política, como médica e como cientista para os afros descendentes.